Já ouviu falar de adquirente, subadquirente, gateway de pagamento, bandeira de cartão de crédito? São tantos termos para entender que às vezes pode ficar um pouco confuso lembrar de tudo isso e ainda tomar boas decisões quando se trata de escolher um sistema de pagamentos para a sua loja. 

Pensando nisso, no post de hoje vamos explicar de forma simples o que é cada um desses elementos e como usar essas informações para fazer boas escolhas. Você vai ver as vantagens e desvantagens de cada solução, e poderá determinar o melhor para o seu negócio. Vamos lá!

O que faz o adquirente

Os adquirentes são empresas como Cielo, Rede e Stone, e seu papel é liquidar as transações financeiras por meio de cartão de crédito e débito. Para isso, elas se comunicam com as bandeiras de cartão e os bancos emissores (como Bradesco, Itaú, HSBC, etc.) para receber do cliente e repassar ao comerciante no prazo combinado, normalmente de até 31 dias. Esses meios já são bem conhecidos e têm grande influência no mercado nacional de pagamentos.

Para se relacionar diretamente com o adquirente, é preciso fazer um cadastro com a empresa e seguir as normas estabelecidas por ela. Um dos pontos positivos disso é que o custo por transação é menor e o comerciante acaba lucrando um pouco mais em cada venda.

Mas, por outro lado, como ele promove uma ligação entre o e-commerce e o banco, sem intermediários, é importante que o lojista busque soluções antifraude, caso contrário a transação fica mais vulnerável e a loja corre o risco de sofrer com problemas nas operações. Além da necessidade de integração com todas essas soluções.

O que são as bandeiras de cartão

As bandeiras, como Mastercard, Visa e American Express, são marcas que determinam certas regras do cartão, como a quantidade de parcelas em que você pode dividir o pagamento e o número de estabelecimentos em que ele é aceito, nacional e internacionalmente.

No momento da compra, o adquirente usado pelo vendedor se conecta com a bandeira de cartão, que por sua vez aciona o emissor (banco ou outra instituição financeira que tenha emitido o cartão para o cliente). Este responde com a autorização da transação. Assim, a bandeira serve tanto para regular como será feito o uso do cartão quanto como ponte entre o adquirente e o banco do consumidor.

Qual o papel do subadquirente

De modo simples, o subadiquirente faz a intermediação dos pagamentos entre todas as partes envolvidas. Entre os maiores exemplos, estão empresas como PagSeguro, Paypal, Moip e outros. Eles são muito usados por lojas menores, porque além de ter o cadastro com os adquirentes, o que garante várias opções de pagamento aos clientes, também contam com serviços de gateway e antifraude próprio, o que permite oferecer um checkout completo para os clientes.

Como já têm esses componentes que um adquirente sozinho não proporciona, eles são mais fáceis de implantar, o que deixa o custo e o tempo de integração diminuírem bastante. A burocracia para usar o sistema também é menor, pois o credenciamento junto à operadora de cartão já foi feito e muitas vezes nem é preciso ser pessoa jurídica para contratar uma solução desse tipo. 

Ainda assim, é bom lembrar que apesar de diminuir o custo de um lado, o subadiquirente ainda não é a solução perfeita, já que esse tipo de sistema tem um contrato que é cobrado com porcentagens das vendas, algo que varia de 5 a 7% nos maiores players. Isso significa que os lucros são menores, e diminuem ainda mais caso o cliente compre parcelado, com taxas próximas de 2 a 3% por cada parcela. 

Outro aspecto que compromete muito o seu uso é o processo de checkout: como o cliente é geralmente redirecionado à página do subadquirente para finalizar a operação, é comum ver um aumento nas desistências e na taxa de conversão.

Como funciona um gateway de pagamento

O papel do gateway é processar o pagamento no momento do checkout. Quando as informações da transação são passadas, seja por cartão de crédito, débito em conta ou por meio de um subadquirente, o gateway se comunica com o adquirente, que contata o banco emissor para verificar se os dados pessoais do comprador estão seguros e se há saldo suficiente para realizar a compra. 

Quando a venda é realizada por meio de um gateway, a quantia vai direto para a conta do lojista, e a maneira de cobrar também é diferente dos adquirentes e subadquirentes: a cobrança por porcentagem sai para dar lugar ao recebimento por número de transações. 

Vantagens de utilizar um gateway na sua loja virtual 

Há muitas vantagens em usar um gateway de pagamento para realizar as transações na sua loja. Entre os pontos positivos está o maior controle sobre as operações, já que os dados são processados com total segurança em cada etapa do processo e as informações pessoais do consumidor são mantidas em sigilo (encriptografadas), diminuindo ao máximo as chances de ocorrer uma fraude, por exemplo. 

Também é possível implementar um checkout transparente, sem a necessidade de redirecionar o cliente para outro site. Isso faz com que as conversões aumentem bastante, porque quando as pessoas são levadas a outra página para completar o processo normalmente não se sentem à vontade, e podem cancelar a operação. Mais ainda: um gateway de qualidade tem funções como compra com um clique, retentativa inteligente e medidas para aumentar a eficiência do negócio. 

PSP, o futuro dos meios de pagamento

Quem escolhe usar um PSP, ou provedor de serviços de pagamento, recebe um serviço completo, que combina o melhor dos gateways e dos subadquirentes, ou seja, é muito fácil de integrar e tem alta taxa de conversão, deixando de lado os pontos negativos das outras opções. A pagar.me, que é pioneira na adoção desse modelo no Brasil, conta com atrativos como antecipação de parcelas, split-payment e uma conversão de impressionantes 92%.

Todas essas vantagens também facilitam a vida do empresário, que passa a contar com todas as ferramentas necessárias para oferecer um modo simples e seguro de comprar na sua loja virtual, e pode fazer uma gestão completa das transações, entendendo o que se passa e fazendo ajustes que vão ajudar a empresa a crescer.

Pelo que vimos, entender o que é um adquirente, subadquirente ou gateway de pagamento e saber os pontos positivos e negativos de cada um é essencial para que você, como lojista, faça uma boa escolha na hora de implementar um sistema que atenda às necessidades do seu negócio e ofereça comodidade e segurança para os clientes. Agora, vale considerar essas informações para definir qual é a melhor opção para a sua empresa a fim de receber sem dor de cabeça.

Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? O que você acha mais importante em um sistema de pagamentos? Conte para nós, deixe seu comentário!

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Saul Harari
Cientista de conteúdo e novos negócios
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