Em uma transação comercial, seja no mundo físico ou online, existem dois fluxos principais que são seguidos até que o lojista consiga receber o pagamento pela compra realizada em seu estabelecimento: o fluxo da informação e o fluxo do dinheiro. No fluxo de informação, os dados da compra partem da máquina POS (ou do site do e-commerce) até chegar ao banco emissor, que realiza a captura e autorização da transação (você pode ler mais sobre o assunto neste artigo).


Um dos players envolvidos nos dois fluxos é o adquirente, responsável por cadastrar estabelecimentos comerciais, liquidar as transações com lojistas e também por transportar os dados de uma compra da máquina POS até a bandeira do cartão do crédito, que os envia para o banco emissor.


Nesse percurso, nem sempre as transações são finalizadas com sucesso - pode ocorrer um erro de processamento por parte do adquirente (um timeout, por exemplo, onde a transação leva mais tempo do que deveria para ser processada), ou o banco pode não autorizar a compra.


“Geralmente, os erros mais comuns apontados pelos adquirentes são saldo insuficiente - que chegam a 60% de todas as transações processadas no Pagar.me - e cartão inválido”, diz Felipe Pinto, analista de risco da empresa de meios de pagamento. Caso o erro informado seja cartão inválido, ainda é necessário identificar se a causa é relativa a um provável ataque de cartões ou se corresponde a informações erradas que foram digitadas pelo próprio portador do cartão.

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Retentativa Multiadquirente: como funciona


Em algumas situações específicas, é possível reprocessar transações por meio da retentativa multiadquirente, evitando que o e-commerce tenha seu índice de conversão prejudicado. “Quando o erro é saldo insuficiente, por exemplo, não existe motivo para fazer a retentativa”, afirma Felipe. Diferente de quando há um erro de digitação por parte do portador do cartão ou  uma falha apontada pelo banco que não corresponde à situação real do e-commerce - é o caso, por exemplo, onde o banco emissor nega uma transação alegando que a loja virtual foi hackeada (quando o site do estabelecimento, na verdade, está funcionando normalmente).


Segundo o analista de risco do Pagar.me, essa situação é mais comum do que se imagina. “Os bancos brasileiros, tentando otimizar a cobrança de fee da bandeira, acabam escolhendo qual código de erro irão emitir, já que alguns dos erros são cobertos pela própria bandeira”, diz.

O que seria a rententativa multiadquirente? Nada mais é do que o reprocessamento da transação em outro adquirente, quando a primeira opção escolhida pelo e-commerce erra ao processar a operação. A retentativa é feita em segundos - dessa forma, o comprador não percebe que a operação está sendo retentada. “Com a retentativa multiadquirente,  nós conseguimos recuperar cerca de 5% de todas as transações de nossos clientes. Em relação ao que já se aprovava antes, chegamos em um resultado de 8% a 9%”,  aponta o analista de risco do Pagar.me.

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Quando há erro de processamento e não há a possibilidade de retentativa multiadquirente, o e-commerce corre o risco de perder a transação.  

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

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 Na retentativa multiadquirente, a transação é reprocessada nos adquirentes subsequentes à primeira opção do e-commerce, até ser aprovada.   

 

 

 

 

 

 

 

Por que a retentativa multiadquirente pode trazer mais vantagens do que a retentativa uniadquirente?


Em primeiro lugar,  a retentativa uniadquirente tem um limite de tentativas que pode levar ao bloqueio do cartão, já que o banco emissor acumula informações de uma transação que vem sendo recusada repetidas vezes. Além disso, nem todos os adquirentes possuem o mesmo funcionamento. “No Brasil,  temos cinco ou seis adquirentes - a maioria deles é muito antiga, com regras engessadas que variam entre si. Então, o que vale para um, às vezes, não vale para o outro”, completa Felipe Pinto.


Por isso, ao escolher um meio de pagamento para o seu e-commerce, verifique quais vantagens ele pode oferecer para não prejudicar seu índice de conversão -  a retentativa multiadquirente é apenas uma delas.

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Karina Menezes
Graduada em jornalismo pela UFPA, foi trainee do jornal O Estado de S. Paulo. Atualmente, é Head de Conteúdo do Pagar.me.
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